ainda o mesmo assunto,
O que trouxe comigo?
Para além de muita dor de maxilar e umas dioptrias a mais (boca aberta e olhos esbugalhados), trouxe processos criativos. Coleccionei-os. Mais do que resultados finais - não os querendo de forma alguma menosprezar - fascina-me o PRÉ resultado final. O que os leva a chegar ao maravilhoso genérico, o making of, a captura das imagens, o brainstorming, o software criado especificamente para gerar aquelas ilustrações, tudo o que se passa "pré" TXARÃAAA. Fascina-me. Fascinam-me os conceitos, as formas de pensar, porque é que se escolheu aquele tratamento de cor naquela edição, porque é que aquela imagem aparece antes da outra, deu-me um prazer enorme virar o filme ao contrário e transformar os speakers do OFFF em ratinhos de laboratório e esgravatar o cérebro deles.
Trouxe as "lições de vida" do mestre
Sagmeister, como se fossemos pequenos meninos designers que saíram agora mesmo da escola, fizeram-me voltar ao "pré" iade, e recordar-me afinal porque raio é que tirei design. Na altura sabia, ele relembrou-o. Porque nos faz felizes, porque faz os outros felizes, porque no fundo é uma enorme responsabilidade termos nas nossas mãos o poder de alimentar os outros, de contribuir para a cultura visual. E fazer coisas GIRAS.
Trouxe a paixão pelo handmade reforçada. Sempre fui defensora do Do It Yourself, quando todos à minha volta discutiam plugins e presets, eu arranjava forma de dar a volta com um papel celofane e um tubo de cola. Era gozada, claro. Com todo o respeito pelo chamado "design hollywood", há tanta coisa extraordinária que se faz com menos ou nenhuns efeitos especiais. DIY, have fun, sujem as mãos, experimentem, desenhem no papel, façam recortes, stop motion, macacadas, e depois sim, levem para o software ;)
E para o ano lá estarei, pronta para me deslumbrar, para me desapontar, mas uma coisa é certa, tenho um ano inteiro para fazer qualquer coisa de extraordinário.
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